sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Enfim, o fim pra um outro começo!

      Menos de uma semana, pro final de alguns ciclos. O final do ensino médio, as incertezas do futuro, a nostalgia por todos os anos que ficaram pra trás, os colegas, os amigos, quase o fim de uma vida inteira.
      O fim de alguns encontros desencontrados, o fim de algumas desilusões, o começo de alguns vícios, e a incansável espera por tempos melhores. Deixo pra trás nesse ano, boa parte da minha história. Boa parte do que eu fui, fui porque hoje já não sou mais, e amanhã já não serei como hoje sou.
      É assim que somos, seres mutáveis. O mundo não, o mundo é sempre o mesmo, a vida também, não vai ser diferente no próximo ano. Vamos viver mais encontros, alguns, ainda mais desencontrados que os de hoje, mais dissabores, algumas tristezas, talvez até o fundo do poço. Acontece.
      Mas vamos viver alegrias, encontros encontrados, amores efêmeros, outros não. E vamos sair do fundo do poço novamente, os ciclos se fecham, mas alguns sempre se repetem, a menos que no meio dessas mutações todas, nos encontremos enfim, onde sempre quisemos chegar, com quem escolhermos chegar, ou até mesmo sem alguém, sem algum lugar, vivendo como nômades na imensidão de nós. Somos intensos, somos profundos, somos complexos. Mas estamos aqui por algum motivo, e é por isso que mudamos, somos mesmo essa metamorfose ambulante, todos somos, e Raul sabia.
      Esse não é o fim, a luta continua, a vida segue, e nós podemos até não estar mais no corpo físico daqui a cinco dias, mas a alma a gente leva. O mundo começa agora, apenas começamos!
O lírio, o recomeço.

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