Eu não sei vocês, mas eu consigo compreender bem os mecanismos de uma luta.
Cada uma tem a sua estratégia, o boxe tem a sua, o jiu jitsu outras, o karatê outras... e às vezes as estratégias são parecidas, porque se encaixam em ambas as regras. Eu (eu Sabrina) entendo as lutas sociais dessa forma; foi uma analogia estranha pra começo de conversa, mas elucida bem onde quero chegar.
Ora, eu preciso de estratégias pra encarar uma luta se eu quiser sair vencedor. De uns tempos pra cá eu venho presenciando dentro dos movimentos sociais certas discussões que fogem totalmente do meu campo de visão estratégica.
Surgem diariamente na internet textos, contos, relatos e etc... sobre assuntos relevantes do dia, ou da semana, ou do mês. E o assunto bola da vez foi a segunda pesquisa sobre os indicadores de estupro. Um número absurdo de pessoas (a maioria homens) seguem culpando a vítima pelo próprio estupro. Absurdos à parte, vimos circular um texto de um rapaz (?) cuja intenção era mostrar sob o ponto de vista masculino o horror que é um estupro e suas dimensões e como é estar no lugar de um homem nessa situação, deixa claro que passa a entender que tem sim a essência de um estuprador, mesmo que não seja bom admitir. A interrogação sobre "rapaz" é porque é um texto aparentemente fictício. Não me pareceu uma história real, mas um conto para conscientização sobre o tema, portanto, poderia sim ter sido escrito por uma mulher, por que não?
Passamos tanto tempo estudando o ponto de vista dos homens, buscando compreender e combater a forma como somos enxergadas numa sociedade patriarcal, e quem tem estratégia sabe: Um homem somente irá digerir instantaneamente aquilo que for dito por um "parceiro". Não adianta ser romântica e pensar que vamos ser ouvidas pra já, ainda não chegou esse momento.
Estamos no meio da batalha agindo como se a guerra estivesse ganha. E que me perdoem as donas dos textões diários, mas sem estratégia não tem vitória.
No meio desse furacão, "o que vale mais, a mensagem ou o mensageiro?".
E me pergunto, quando o feminismo deixou de ser luta pra ser o clube da Luluzinha?
Eu não sei, tô perdida no meio do caminho.
Hoje eu preciso falar.
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
quinta-feira, 5 de março de 2015
Um exercício chamado empatia.
"Se coloque no meu lugar"
É comum ouvirmos essa frase ao longo da vida, mas raramente daremos ouvidos à ela verdadeiramente. Eu diria até que isso é um dom, um dom incrível que poucos de nós vai aperfeiçoar. E eu escolhi fazê-lo, principalmente porque isso me salvou.
Me salvou da arrogância, da ignorância, e mais ainda da presunção de me sentir superior a alguém, independente de situação ou motivo. Mas nem tudo são flores, ter empatia é sobrecarregar-se com o peso de uma humanidade desumana - licença poética -
O peso de uma exclusão, que enquanto dominada pelos males do individualismo e egoísmo extremos, eu carregava somente por mim, e de repente sentia pelos outros também, aumentando gradativamente a cada dia.
Cada descoberta uma nova decepção, cada dia se aperfeiçoando nesse dom magnífico, é equivalente a anos de clareza. O mundo fica mais claro, e as pessoas... Bom, ver as pessoas sob a luz nem sempre é uma experiência agradável.
But I feel good now. Eu posso notar problemas maiores que os meus todos os dias, e eu descobri minha capacidade e adquiri uma paciência gigantesca, para lidar com eles. E eu amo incondicionalmente àqueles que fui implicitamente ensinada a odiar, uma dessas pessoas sou eu mesma.
Vai ter aquela pessoa que vai te dizer que você está errada, que está maluca, mas a sensação de estar fazendo a melhor coisa da sua vida é bem maior que isso, esteja certa.
E lembre-se: EXERCITE SEUS DONS.
É comum ouvirmos essa frase ao longo da vida, mas raramente daremos ouvidos à ela verdadeiramente. Eu diria até que isso é um dom, um dom incrível que poucos de nós vai aperfeiçoar. E eu escolhi fazê-lo, principalmente porque isso me salvou.
Me salvou da arrogância, da ignorância, e mais ainda da presunção de me sentir superior a alguém, independente de situação ou motivo. Mas nem tudo são flores, ter empatia é sobrecarregar-se com o peso de uma humanidade desumana - licença poética -
O peso de uma exclusão, que enquanto dominada pelos males do individualismo e egoísmo extremos, eu carregava somente por mim, e de repente sentia pelos outros também, aumentando gradativamente a cada dia.
Cada descoberta uma nova decepção, cada dia se aperfeiçoando nesse dom magnífico, é equivalente a anos de clareza. O mundo fica mais claro, e as pessoas... Bom, ver as pessoas sob a luz nem sempre é uma experiência agradável.
But I feel good now. Eu posso notar problemas maiores que os meus todos os dias, e eu descobri minha capacidade e adquiri uma paciência gigantesca, para lidar com eles. E eu amo incondicionalmente àqueles que fui implicitamente ensinada a odiar, uma dessas pessoas sou eu mesma.
Vai ter aquela pessoa que vai te dizer que você está errada, que está maluca, mas a sensação de estar fazendo a melhor coisa da sua vida é bem maior que isso, esteja certa.
E lembre-se: EXERCITE SEUS DONS.
Alanis Morissette em seu clipe "Empathy", diva.
domingo, 1 de fevereiro de 2015
O feminismo e a minha atual relação com as outras mulheres.
O feminismo virou um assunto batido na internet nos últimos meses, e quando algo se populariza na rede, espalham-se verdades e boatos. Infelizmente, muitas pessoas se apegam nos boatos e nas falácias.
Não sei se por comodismo ou preguiça de pesquisar as coisas a fundo.
Desde então, existe uma movimentação enoorme de mulheres juntas em campanhas anti-feminismo. Com direito a plaquinhas e discursos, exatamente igual a algumas campanhas feministas.
Eu não vou explicar o que é feminismo, porque meu intuito aqui não é esse, mas o que não falta na internet são informações pró e contra, é só dar uma googlada - séria e profunda - que fica facilzinho de entender mais sobre o assunto.
Hoje eu preciso falar, na verdade, sobre como eu passei a enxergar as mulheres à minha volta, depois que conheci o feminismo. Sobre como eu me sensibilizo mais quando o assunto é violência contra a mulher, ou sobre o quanto eu me aproximei mais das minhas amigas, das minhas irmãs, da minha mãe... Mesmo que essas demonstrem grande resistência com a minha forma de pensar e de agir.
Preciso falar também, sobre o dia em que eu percebi que eu não fazia mais comentários sobre a roupa das outras mulheres, ou sobre como elas decidiram viver. E também não falava mais a famosa frase: nossa, como fulana tá gorda. E sobre como eu não mais me pego reparando na roupa daquela mulher que acabei de conhecer.
Preciso falar que no dia em que me falaram; olha, sá, você é feminista sim!
Comecei a me tornar a pessoa que eu, desde criança quis ser. Livre pra escolher que eu não quero ter filhos, e ainda ter forças pra enfrentar toda a pressão social envolta nisso. E ainda me peguei lembrando do quanto eu ficava incomodada quando os homens faziam comentários nojentos pra minha mãe e irmãs na rua, mesmo quando elas estavam acompanhadas de uma criança.
Preciso falar que apesar de ter sido bombardeada por notícias e comentários que me faziam odiar e competir com outras mulheres, hoje eu não faço mais isso. Preciso falar que o feminismo me fez enxergar as outras mulheres como companheiras de luta, porque ser mulher é lutar todos os dias por respeito, por reconhecimento, e por liberdade.
Preciso falar que o feminismo não me fez odiar os homens, ele só me fez amar incondicionalmente, todas as mulheres.
Não sei se por comodismo ou preguiça de pesquisar as coisas a fundo.
Desde então, existe uma movimentação enoorme de mulheres juntas em campanhas anti-feminismo. Com direito a plaquinhas e discursos, exatamente igual a algumas campanhas feministas.
Eu não vou explicar o que é feminismo, porque meu intuito aqui não é esse, mas o que não falta na internet são informações pró e contra, é só dar uma googlada - séria e profunda - que fica facilzinho de entender mais sobre o assunto.
Hoje eu preciso falar, na verdade, sobre como eu passei a enxergar as mulheres à minha volta, depois que conheci o feminismo. Sobre como eu me sensibilizo mais quando o assunto é violência contra a mulher, ou sobre o quanto eu me aproximei mais das minhas amigas, das minhas irmãs, da minha mãe... Mesmo que essas demonstrem grande resistência com a minha forma de pensar e de agir.
Preciso falar também, sobre o dia em que eu percebi que eu não fazia mais comentários sobre a roupa das outras mulheres, ou sobre como elas decidiram viver. E também não falava mais a famosa frase: nossa, como fulana tá gorda. E sobre como eu não mais me pego reparando na roupa daquela mulher que acabei de conhecer.
Preciso falar que no dia em que me falaram; olha, sá, você é feminista sim!
Comecei a me tornar a pessoa que eu, desde criança quis ser. Livre pra escolher que eu não quero ter filhos, e ainda ter forças pra enfrentar toda a pressão social envolta nisso. E ainda me peguei lembrando do quanto eu ficava incomodada quando os homens faziam comentários nojentos pra minha mãe e irmãs na rua, mesmo quando elas estavam acompanhadas de uma criança.
Preciso falar que apesar de ter sido bombardeada por notícias e comentários que me faziam odiar e competir com outras mulheres, hoje eu não faço mais isso. Preciso falar que o feminismo me fez enxergar as outras mulheres como companheiras de luta, porque ser mulher é lutar todos os dias por respeito, por reconhecimento, e por liberdade.
Preciso falar que o feminismo não me fez odiar os homens, ele só me fez amar incondicionalmente, todas as mulheres.
foto retirada do site Noo.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Papoula da Índia
Me lembro com amor daqueles olhos gigantes e daqueles cabelos claros que esvoaçavam, dançando com o vento ao correr em minha direção.
Cabelos claros que voavam, e me deixavam claro que eu estava diante do amor, da liberdade e da solidão. Essa última sempre me rondou, não me larga um segundo sequer. E de uns tempos pra cá, seus sintomas se mostraram mais intensos e insuportáveis, e cada vez mais presentes.
E quanto mais cercada estou, mais presente ela se faz. A solidão pode não ter os cabelos claros, nem cerrar os olhos ao sorrir o sorriso mais inspirador que eu já vi. Mas a liberdade que eu conheci, tinha tudo isso, e foi a coisa mais linda que eu já presenciei.
Cabelos claros que voavam, e me deixavam claro que eu estava diante do amor, da liberdade e da solidão. Essa última sempre me rondou, não me larga um segundo sequer. E de uns tempos pra cá, seus sintomas se mostraram mais intensos e insuportáveis, e cada vez mais presentes.
E quanto mais cercada estou, mais presente ela se faz. A solidão pode não ter os cabelos claros, nem cerrar os olhos ao sorrir o sorriso mais inspirador que eu já vi. Mas a liberdade que eu conheci, tinha tudo isso, e foi a coisa mais linda que eu já presenciei.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
Enfim, o fim pra um outro começo!
Menos de uma semana, pro final de alguns ciclos. O final do ensino médio, as incertezas do futuro, a nostalgia por todos os anos que ficaram pra trás, os colegas, os amigos, quase o fim de uma vida inteira.
O fim de alguns encontros desencontrados, o fim de algumas desilusões, o começo de alguns vícios, e a incansável espera por tempos melhores. Deixo pra trás nesse ano, boa parte da minha história. Boa parte do que eu fui, fui porque hoje já não sou mais, e amanhã já não serei como hoje sou.
É assim que somos, seres mutáveis. O mundo não, o mundo é sempre o mesmo, a vida também, não vai ser diferente no próximo ano. Vamos viver mais encontros, alguns, ainda mais desencontrados que os de hoje, mais dissabores, algumas tristezas, talvez até o fundo do poço. Acontece.
Mas vamos viver alegrias, encontros encontrados, amores efêmeros, outros não. E vamos sair do fundo do poço novamente, os ciclos se fecham, mas alguns sempre se repetem, a menos que no meio dessas mutações todas, nos encontremos enfim, onde sempre quisemos chegar, com quem escolhermos chegar, ou até mesmo sem alguém, sem algum lugar, vivendo como nômades na imensidão de nós. Somos intensos, somos profundos, somos complexos. Mas estamos aqui por algum motivo, e é por isso que mudamos, somos mesmo essa metamorfose ambulante, todos somos, e Raul sabia.
Esse não é o fim, a luta continua, a vida segue, e nós podemos até não estar mais no corpo físico daqui a cinco dias, mas a alma a gente leva. O mundo começa agora, apenas começamos!
O fim de alguns encontros desencontrados, o fim de algumas desilusões, o começo de alguns vícios, e a incansável espera por tempos melhores. Deixo pra trás nesse ano, boa parte da minha história. Boa parte do que eu fui, fui porque hoje já não sou mais, e amanhã já não serei como hoje sou.
É assim que somos, seres mutáveis. O mundo não, o mundo é sempre o mesmo, a vida também, não vai ser diferente no próximo ano. Vamos viver mais encontros, alguns, ainda mais desencontrados que os de hoje, mais dissabores, algumas tristezas, talvez até o fundo do poço. Acontece.
Mas vamos viver alegrias, encontros encontrados, amores efêmeros, outros não. E vamos sair do fundo do poço novamente, os ciclos se fecham, mas alguns sempre se repetem, a menos que no meio dessas mutações todas, nos encontremos enfim, onde sempre quisemos chegar, com quem escolhermos chegar, ou até mesmo sem alguém, sem algum lugar, vivendo como nômades na imensidão de nós. Somos intensos, somos profundos, somos complexos. Mas estamos aqui por algum motivo, e é por isso que mudamos, somos mesmo essa metamorfose ambulante, todos somos, e Raul sabia.
Esse não é o fim, a luta continua, a vida segue, e nós podemos até não estar mais no corpo físico daqui a cinco dias, mas a alma a gente leva. O mundo começa agora, apenas começamos!
O lírio, o recomeço.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Ser negra ou não ser? Quem decide isso, eu ou você? Carta aos engraçadinhos.
Mal consigo calcular, quantas vezes ouvi alguma gracinha sobre mulheres, negros, gordos, gays, loiras...
A maior parte delas, quanto feitas na minha presença, reagi em tom de brincadeira, porém, visivelmente incomodada.
E aí eu recebia como resposta:
- AH, MAS VOCÊ NEM É TÃO NEGRA...
Dentre as maravilhas -só que ao contrário- que eu ouvi também tinha um:
- AH, MAS VOCÊ NEM É TÃO GORDA...
Eu juro que dentre as pérolas só faltava mesmo eu ouvir uns:
- Ah, mas você nem é tão mulher...
- Ah, mas você nem é tão gay...
Ou ainda um:
- Ah, mas você nem é tão pobre...
Como se o que viesse dessas pessoas definisse quem eu devo ser.
Como se a palavra delas fosse o veredito final, e eu não pudesse falar mais nada. Afinal, eles disseram que eu não sou, então tá tudo bem.
Pois saibam que eu sou negra SIM! Eu sou gorda SIM! Obrigada.
Saiba ainda que a sua aprovação não me faz sentir melhor que os meus irmãos. Se era essa sua intenção, desculpe desapontá-lo, você falhou na missão soldado.
A sua aprovação nem mesmo me interessa. Mando beijos e lembranças, e reafirmo mais uma vez:
NEGRA SIM! GORDA SIM! MULHER? SIM SENHOR!
A maior parte delas, quanto feitas na minha presença, reagi em tom de brincadeira, porém, visivelmente incomodada.
E aí eu recebia como resposta:
- AH, MAS VOCÊ NEM É TÃO NEGRA...
Dentre as maravilhas -só que ao contrário- que eu ouvi também tinha um:
- AH, MAS VOCÊ NEM É TÃO GORDA...
Eu juro que dentre as pérolas só faltava mesmo eu ouvir uns:
- Ah, mas você nem é tão mulher...
- Ah, mas você nem é tão gay...
Ou ainda um:
- Ah, mas você nem é tão pobre...
Como se o que viesse dessas pessoas definisse quem eu devo ser.
Como se a palavra delas fosse o veredito final, e eu não pudesse falar mais nada. Afinal, eles disseram que eu não sou, então tá tudo bem.
Pois saibam que eu sou negra SIM! Eu sou gorda SIM! Obrigada.
Saiba ainda que a sua aprovação não me faz sentir melhor que os meus irmãos. Se era essa sua intenção, desculpe desapontá-lo, você falhou na missão soldado.
A sua aprovação nem mesmo me interessa. Mando beijos e lembranças, e reafirmo mais uma vez:
NEGRA SIM! GORDA SIM! MULHER? SIM SENHOR!
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
Detalhes no tecido.
Hoje eu posso me lembrar das inúmeras vezes que pensei em desistir de tudo.
Bom, parando pra pensar, me peguei lembrando também, das incontáveis vezes em que olhei pro céu azulzinho de um domingo ensolarado, e de todas as vezes que parei pra escutar os passarinhos que cantavam na janela do meu quarto.
Ou ainda dos pequenos grupos de músicos que eu via nas ruas cheias de gente apressada, e suas canções iam me levando em poucos segundos pra bem longe dali.
E são nessas horas que eu consigo compreender o porquê d'eu nunca desistir.
Eu entendo então, como eu cheguei até aqui, cheia de arranhões, mas inteira e feliz. Muito feliz.
Me veio então à mente uma metáfora bizarra do que é viver:
A vida é como uma roupa que compramos no camelô. Mal vista, barata, às vezes vêm até com um buraco e cheia de outros defeitos. Mas se olharmos alguns detalhes, pequenos detalhes que ninguém repara, talvez um pequeno reflexo da sua personalidade, aí sim ela pode valer muito a pena.
"Hold your own, know your name, go your own way, and everything will be fine"
Bom, parando pra pensar, me peguei lembrando também, das incontáveis vezes em que olhei pro céu azulzinho de um domingo ensolarado, e de todas as vezes que parei pra escutar os passarinhos que cantavam na janela do meu quarto.
Ou ainda dos pequenos grupos de músicos que eu via nas ruas cheias de gente apressada, e suas canções iam me levando em poucos segundos pra bem longe dali.
E são nessas horas que eu consigo compreender o porquê d'eu nunca desistir.
Eu entendo então, como eu cheguei até aqui, cheia de arranhões, mas inteira e feliz. Muito feliz.
Me veio então à mente uma metáfora bizarra do que é viver:
A vida é como uma roupa que compramos no camelô. Mal vista, barata, às vezes vêm até com um buraco e cheia de outros defeitos. Mas se olharmos alguns detalhes, pequenos detalhes que ninguém repara, talvez um pequeno reflexo da sua personalidade, aí sim ela pode valer muito a pena.
"Hold your own, know your name, go your own way, and everything will be fine"
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